Gabriel Leone diz que a Cultura no governo Bolsonaro é conduzida por “ressentidos”

Foto: João Arraes/Divulgação

O ator Gabriel Leone, 28 (foto em destaque), que está no ar na novela “Um Lugar ao Sol“, da Rede Globo, não se furtou a detonar, em entrevista publicada na coluna de Mônica Bergamo deste domingo (9), tanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), que considera um genocida, quanto o setor da Cultura do governo que, para ele, e conduzido por “ressentidos”.

“Na minha opinião, a [pasta da] cultura [sob Bolsonaro] foi e continua sendo conduzida por ressentidos. Pessoas que se sentem ressentidas artisticamente e que desenvolveram esse ódio pela própria classe”, afirmou. Para ele, “tudo o que eles puderem fazer para atrapalhar, desvalorizar e diminuir a cultura brasileira, eles vão fazer”.

Leone disse ainda que “fazer arte, especialmente no Brasil, é sinônimo de resistência. A gente sempre superou [as dificuldades] e tenho certeza que dessa vez também vamos sair mais fortes. É dolorido, claro. A arte no Brasil está ferida por conta da forma como vem sendo tratada. Mas eles vão passar e a gente vai permanecer aqui”.

“É muito claro o projeto de combater a classe artística, porque é uma classe que por meio da arte tem a possibilidade de fazer refletir, questionar, apontar as questões da sociedade e gerar reflexões. Sempre foi assim e sempre vai ser. Os artistas são os primeiros a serem calados e atacados”, diz.

Genocida

Já com relação a Bolsonaro, Leone diz que “faltam adjetivos” para descrever a condução da pandemia pelo governo. “Genocida acima de tudo, Cada vez fica mais claro que se o governo tivesse feito só um pouquinho, só o básico, que era incentivar o uso de máscara e comprar a vacina no momento em que houve oportunidade lá atrás, muita gente não teria morrido”, afirmou.

“É um governo que optou pelo negacionismo desde o primeiro momento. E como se não bastasse o sofrimento das vidas perdidas, a tragédia por si só que é a pandemia, a gente ainda tinha que diariamente ver alguma piada, algum desrespeito, alguma desumanidade e ignorância do governo”, concluiu.

Revista Fórum/Com informações da coluna de Mônica Bergamo