Varada Cultural

A revolução de costumes no ‘Jornal Nacional’ que quase passou despercebida

O Jornal Nacional do último sábado, 9 de dezembro, mostrou uma revolução em seus costumes com um gesto sutil. A jornalista Aline Aguiar, âncora escalada para assumir a bancada ao lado de César Tralli — durante a folga dos titulares William Bonner e Renata Vasconcellos — exibia com orgulho seu penteado de tranças nagô. Ao apresentar o principal telejornal da Globo — e por sequência do Brasil, a imagem repleta de simbologia da representatividade negra tão requisitada nas telas nos últimos anos atesta os novos tempos.

Como o black power e dread locks, a trança nagô tem origem africana e é um símbolo de resistência do povo negro. O penteado consiste em tranças bem próximas ao couro cabeludo e também são chamadas de enraizadas ou embutidas. Em uma entrevista ao The Washington Post, a trancista Ziomara Asprilla Garcia alega que escravos usavam desenhos nas tranças para se comunicar em segredo, principalmente na organização de fugas de quilombos. Sendo assim, a trança nagô carrega como símbolo de resistência da negritude.

Quem é Aline Aguiar

Apresentadora da Globo em Minas Gerais, Aline Aguiar faz participações recorrentes no Bom Dia Brasil, é uma das plantonistas no JN, e também é titular do telejornal local MG1. Em 2019, a jornalista se tornou a segunda mulher negra a comandar o Jornal Nacional na história, atrás apenas de Maju Coutinho.

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Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/a-revolucao-de-costumes-no-jornal-nacional-que-quase-passou-despercebida/