Varada Cultural

A nova arma de ‘Terra e Paixão’ para levantar ibope na reta final

Prestes a entrar em sua reta final, Terra e Paixão utilizará uma fórmula corriqueira para cativar o público nos meses de dezembro e janeiro — quando a audiência sofre com o período de festas de fim de ano e férias escolares. A novela das 9 escrita por Walcyr Carrasco e Thelma Guedes utilizará o artifício do “quem matou” ao sacrificar a vilã Agatha (Eliane Giardini), que conquistou uma lista longa de inimigos durante a trama. Nos próximos capítulos, a esposa de Antônio La Selva (Tony Ramos) será encontrada sem vida e caída na beira da escada com três tiros no peito. O delegado Marino (Leandro Lima) descobrirá, entretanto, que antes dos tiros e da queda, a rival de Irene (Gloria Pires) terá sido envenenada, ampliando para a possibilidade de vários assassinos.

“É é possível ela ter sido alvejada e ter caído da escada, quebrando o pescoço. Não?”, questionará o investigador ao legista que fará a autópsia de Agatha. “Não. Ao que tudo indica, ela primeiro teve a lesão no pescoço e só depois recebeu os tiros”, informará o perito.

Entre os principais suspeitos estarão: Irene, Antônio, Ramiro (Amaury Lorenzo), Kelvin (Diego Martins), Angelina (Inez Viana), Gentil (Flavio Bauraqui), Petra (Débora Ozório) e Luigi (Rainer Cadete). Todos terão um motivo específico para querer o fim da vilã. Irene tem ódio da mãe de Caio (Cauã Reymond) por ter roubado Antônio. Angelina nutre uma paixão pela amiga, mas é rejeitada. Gentil se relacionou com a vilã no passado e teve Jonatas (Paulo Lessa), mas fora abandonado por ela. Petra descobrirá mentiras da madrasta e, após a morte de Agatha, confessará para sua psicóloga que algo a atormenta. O italiano Luigi também terá contas a acertar com a vilã que o quer morto. Kelvin também será visto na mansão dos La Selva no dia do assassinato. Já Antônio vem sendo envenenado pela própria esposa, mas acordará a tempo de perceber a cobra com que se casou.

Quem matou?

O “quem matou” (ou whodunnit, em inglês) é um recurso típico da ficção, sendo popularizado com as obras de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle. Na teledramaturgia brasileira, a primeira vez que o artifício foi usado foi na novela Véu de Noiva (1969), de Janete Clair (1925-1983), que aproveitou a saída do ator Geraldo Del Rey, intérprete de Luciano, para matar o personagem e fazer um mistério chamativo. Outros folhetins também fizeram com o recurso, como Vale Tudo (1988) — quem matou Odete Roitmann?.

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Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/a-nova-arma-de-terra-e-paixao-para-levantar-ibope-na-reta-final/