Sob efeito do juro alto, produção industrial recua em 9 de 15 locais em 12 meses, aponta IBGE

São Paulo, principal parque industrial do país, acumula queda de 0,4%

Nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE registraram taxas negativas na produção industrial no acumulado dos últimos 12 meses até novembro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (13). 

Em São Paulo, o principal parque industrial do país, a produção ficou estagnada ao registrar -0,4% em 12 meses. De acordo com o IBGE, entre as maiores perdas no período estão: Pará (-8,9%), Espírito Santo (-6,7%), Ceará (-6,5%) e Santa Catarina. Entre os que tiveram ganhos na produção, destacam-se: Mato Grosso (21,6%), Rio de Janeiro (4,6%), Amazonas (4,1%) e Goiás (2,6%).

Com a taxa de juros alta proporcionando um superendividamento das famílias e inibindo o crédito e, assim, derrubando o consumo de bens no país, a produção industrial brasileira recuou 0,1% em novembro em relação a outubro e acumula queda de -1,0% em doze meses e de -0,6% de janeiro a novembro.

SOB EFEITO DOS JUROS

“Entre nov/21 e nov/22, a taxa básica de juros (Selic), principal instrumento do Banco Central para combater a inflação, subiu de 7,75% ao ano para 13,75% ao ano, o que foi sendo repassado progressivamente às demais taxas do mercado financeiro. Embora não tenha sido o único fator, este quadro deteriorou o desempenho do comércio e da indústria em 2022, notadamente nos ramos de bens duráveis, cujos mercados demandam algum tipo de financiamento”, assinalou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi). “No acumulado em doze meses, o resultado da indústria saiu de +5,0% em nov/21 para -1,0% em nov/22 e o do comércio varejista, de +5,1% para -0,8%”.

Na passagem de outubro para novembro foram observada quedas em seis dos 15 locais pesquisados, “o que representa uma parcela de 40% do total dos parques industriais regionais”, destacou o Iedi, ressaltando que “o resultado de nov/22, entretanto, não representa integralmente a evolução de 2022 no acumulado destes onze primeiros meses. Em relação ao mesmo período do ano anterior, são mais frequentes os casos de retração: 53% dos parques no vermelho e 67% com sinal de deterioração neste final de ano, isto é, no bimestre out-nov/22”.

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