‘Satanismo’ de fato foi a cena de Bolsonaro zombando de quem morria com falta de ar
Verdadeiro “pacto satânico” foi feito entre o Planalto e o vírus. Mais de 685 mil pessoas foram a óbito por conta de sua sabotagem às vacinas e às medidas sanitárias
Na noite de terça-feira (4) Jair Bolsonaro foi vaiado por médicos e enfermeiros ao se dirigir ao Hospital das Clínicas de São Paulo para fazer demagogia eleitoreira.
Os manifestantes gritavam: “Olha a covardia! Por que não veio aqui na pandemia?”
Realmente, Bolsonaro não visitou uma única família sequer durante a tragédia da Covid que matou mais de 680 mil pessoas. Não derramou uma lágrima. “Eu não sou coveiro”, dizia, quando era cobrado pelas consequências nefastas de suas atitudes negacionistas.
Assista à manifestação contra Bolsonaro no HC-SP
Ele não só não visitou as vítimas da doença mortal como zombou delas, chamou de “maricas” quem se protegia contra o vírus. Em meio a gargalhadas, ironizou: “ah, estou com Covid”. Imitou uma pessoa tendo falta de ar. A desumanidade de Bolsonaro rodou o mundo. A atitude genocida de combater as vacinas, de estimular as aglomerações e promover a disseminação do vírus agravou a situação e contribuiu para centenas de milhares de óbitos.
Veja o vídeo de Bolsonaro zombando da morte
Especialistas afirmaram que cerca de dois terços dos mais de 685 mil brasileiros mortos poderiam ter se salvado se Jair Bolsonaro não sabotasse as vacinas e não combatesse as medidas sanitárias recomendadas pelos médicos de todo o mundo.
Isto sim é uma medida satânica e não a farsa montada pelo gabinete do ódio bolsonarista na reta final do primeiro turno. O gabinete do ódio colocou um miliciano disfarçado de apoiador de Lula para fingir que realizava uma cerimônia satânica.
A Coligação Brasil da Esperança, da chapa Lula/Alckmin, já entrou na terça-feira (4) com uma representação por propaganda criminosa da milícia digital de Jair Bolsonaro. Diversos apoiadores do candidato Jair Bolsonaro, inclusive seus filhos, divulgaram em suas redes sociais o vídeo fake tentando ligar o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva ao “satanismo”.
O Tribunal Superior Eleitoral já decidiu atender ao pedido apresentado pela coligação Brasil da Esperança e mandou remover as postagens mentirosas e manipuladoras nas redes sociais bolsonaristas que associam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao satanismo.
A decisão foi tomada nesta quarta (5) pelo ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino e atinge as contas de Cleitinho, de Vicky Vanilla e de vários bolsonaristas, como Flávio Bolsonaro, Carla Zambelli, Bernardo Kuster e outros nas seguintes plataformas: TikTok, Twitter, YouTube, Instagram, Facebook e Gettr.
As artimanhas da campanha de Bolsonaro para tentar, com esse tipo de expediente, afastar os cristãos brasileiros do voto em Lula fracassaram. Lula abriu uma vantagem de seis milhões de votos de dianteira no primeiro turno.
E, agora, nesta última semana, os bolsonaristas foram surpreendidos ao se depararem com um vídeo em que Jair Bolsonaro aparece defendendo o golpe de 1964 dentro de uma cerimônia numa loja da Maçonaria. Este tipo de cerimônia é associada a satanismo por diversas correntes evangélicas.
Depois da grande difusão do vídeo nas redes sociais, Malafaia saiu correndo em socorro de Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (4). Ele repetiu que apoia Bolsonaro, mas ressaltou: “Eu não sou maçom e sou contra que um evangélico seja maçom.” Logo em seguida à fala de Malafaia, aparece Bolsonaro fazendo o “pacto” com os maçons dentro da “loja”. Malafaia tenta justificar dizendo que, como presidente, Bolsonaro teria ido à cerimônia. Mais uma mentira. O vídeo é de 2017, antes de Bolsonaro ser presidente.
Veja o vídeo de Malafaia falando da Maçonaria e Bolsonaro na loja
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