“Precisamos reverter a desindustrialização que ceifa empregos”, afirma Alckmin

“A indústria é necessária para dar um salto na renda média”. “Houve um processo precoce de desindustrialização no país”, denunciou o candidato a vice na chapa de Lula em encontro com empresários goianos

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a reindustrialização do país e a recriação do Ministério da Indústria, durante encontro com empresários goianos.

“Precisamos de novos acordos comerciais ao mesmo tempo que devemos reverter a desindustrialização que ceifa empregos”, escreveu Alckmin na sua rede social sobre o encontro.

O ex-governador esteve em reunião realizada na tarde de quarta-feira (21) com empresários da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia.

O retorno da Pasta voltada para o setor  industrial faria parte de uma “agenda de competitividade” na qual a campanha está trabalhando.

Segundo Alckmin, um processo de reindustrialização do país é necessário por dois motivos: aumento da renda média do trabalhador e redução da dependência externa em setores estratégicos.

 “A preocupação com a reindustrialização é total. Houve um processo precoce de desindustrialização no país. Quando o país fica rico, pode ter outros lugares onde se paga menos para produzir. Mas não antes. A indústria é necessária para dar um salto na renda média”, argumentou.

“Vamos ter uma recuperação na indústria porque na pandemia surgiu o princípio da precaução. Não posso depender só da China para equipamentos hospitalares, nem só da Índia para indústria farmacêutica. Somos o celeiro do mundo, não podemos depender de fertilizantes de três empresas, uma delas na Rússia“, disse.

O ex-governador também defendeu, como parte dessa agenda, que a reforma tributária seja feita de maneira rápida. Segundo ele, a meta é simplificar os tributos criando o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) mantendo a carga atual.

De acordo com relatos, Alckmin se referiu às emendas de relator, conhecidas como “orçamento secreto“, de “excrescência“. “Entendo inadmissível. Precisamos ter transparência, faz parte da vida pública. O que devemos estimular é o orçamento participativo”, disse.

Alckmin recebeu do presidente da Fieg, o ex-deputado Sandro Mabel, um documento com nove demandas.

Em sua passagem por Goiânia, o ex-governador de São Paulo recebeu o apoio do setor do PSDB que defendeu o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (RS), nas prévias realizadas pelo partido em novembro de 2021. O grupo é liderado pelo ex-deputado federal Giuseppe Vecci.

A vereadora Aava Santiago, presidente do PSDB municipal de Goiânia, também deu apoio a Lula. Evangélica, ela rebateu fake news espalhada pela campanha bolsonarista de que Lula iria proibir igrejas no país. “Lula e Dilma nunca fecharam uma igreja. Mais do que isso: eles defenderam que cada um possa ter a sua fé“, disse.

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