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Atuação da Polícia Federal não admitirá interferência, diz novo diretor-geral

São Paulo – O delegado Andrei Rodrigues assumiu oficialmente o comando da Polícia Federal nesta terça-feira (10), no edifício-sede da instituição em Brasília. A cerimônia de posse do novo diretor-geral foi altamente prestigiada, o que demonstra a importância do papel da PF hoje no país. A situação anômala vivida no Brasil, a mais conturbada desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, levou ao evento o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A posse teve presença do ministro da Justiça, Flávio Dino, das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e de Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Também acompanharam o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Araújo Messias, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede), entre outras autoridades.

“Não permitiremos que projetos pessoais, interferências ou pressões de agentes públicos, grupos ou holofotes da mídia pautem qualquer ação institucional. Absolutamente nenhum desvio de finalidade será tolerado”, disse Andrei Rodrigues.

Rodrigues se comprometeu a ter uma atuação pautada pelo estrito cumprimento da lei. “E pelos princípios do Estado democrático de direito”, que são o norte das investigações policiais, segundo o delegado. “A Polícia Federal, no limite das suas responsabilidades, não irá tolerar ataques à democracia.” 

Jair Bolsonaro tentou a qualquer custo o controle sobre investigações da Polícia Federal. Ao deixar o Ministério da Justiça em 2020, o ex-juiz Sergio Moro, até então aliado, denunciou que Bolsonaro tentava interferir em investigações do órgão.

Moraes: Essas pessoas não são civilizadas”

Alexandre de Moraes fez um pronunciamento significativo, dada a tensão vivida no país desde o último domingo (8), o que parece ter sido superado com a derrota do golpismo bolsonarista e a prisão de mais de mil pessoas, muitas das quais estão sendo liberadas nesta terça-feira.

“Temos de combater firmemente o terrorismo, as pessoas antidemocráticas, as pessoas que querem dar o golpe, que querem um regime de exceção. Não é possível conversar com essas pessoas de forma civilizada. Essas pessoas não são civilizadas”, disse Moraes.

O ministro comentou o fato de os acusados de terrorismo ou meros participantes do acampamento golpista, em Brasília, reclamarem das condições da detenção no ginásio da Polícia Federal. “Não achem esses terroristas, que até domingo faziam baderna e crimes, e agora reclamam porque estão presos, querendo que a prisão seja uma colônia de férias, não achem que as instituições vão fraquejar”, continuou.

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“Instituições irão punir”

Segundo Moraes, “dentro da legalidade, as instituições irão punir todos os que praticaram os atos, que planejaram os atos, que financiaram os atos e aqueles que incentivaram, por ação ou omissão, porque a democracia irá prevalecer”.

O novo diretor-geral da PF elogiou o papel desempenhado pelo ministro do STF na atualidade. “Não posso deixar de fazer menção ao ministro Alexandre de Moraes que, com muita coragem e determinação, tem sido um grande defensor da democracia neste país”, completou.

Rodrigues abordou ainda a “violência virtual”, elemento que mostra a “face real” dos novos tempos, que “materializou-se perigosamente diante de todos nós”.

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