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66 milhões de brasileiros não conseguem pagar as contas, aponta confederação de lojistas

Em abril, número de inadimplentes cresceu e de acordo com a pesquisa da CNDL, 63,76% do total de dívidas são com o setor financeiro, que impõe juros perversos no crédito

Quatro em cada dez brasileiros adultos estavam inadimplentes em abril deste ano, mostram os dados mais recentes da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo a entidade, que realiza a pesquisa mensal de inadimplência em parceira com a Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), os números de abril apontam para um novo recorde na série histórica do levantamento: 66,08 milhões de pessoas estavam com dívidas em atraso, número que representa um crescimento de 8,08% sobre o mesmo mês do ano passado.

Em termos de número de dívidas, o crescimento de um ano para o outro foi de 18,42%.

As rendas, que permanecem baixas, são um fator de pressão para as famílias que passam a contrair dívidas até mesmo para seu sustento básico. Mas o aumento da inadimplência no atual cenário é de responsabilidade dos juros altos, que além de apertar os orçamentos ainda mais, fazem com que pagar o que se deve se torne insustentável.

Não é à toa que o maior volume de inadimplência se concentra na mão dos bancos, que se valem da Selic (taxa básica de juros) a 13,75% para elevar os juros do crédito a níveis abusivos.

De acordo com a pesquisa da CNDL, 63,76% do total de dívidas é com o setor financeiro. Sobre abril do ano passado, o crescimento do estoque de contas em aberto com os bancos é de 30,33%.

Em segundo lugar aparece o comércio, com 11,56% das dívidas em aberto. A inadimplência com contas básicas cresceu 16,4% em um ano, com participação de 11,07% do total de dívidas. Quase o mesmo percentual que o comércio.

Segundo a CNDL, cada consumidor negativado nos serviços de proteção ao crédito devia, em média, R$ 4.002.

Nove em cada dez entrevistados tiveram o padrão de vida afetado pelas dívidas

Uma outra pesquisa da entidade mostra que 90% dos inadimplentes relataram terem sofrido o impacto das dívidas no padrão de vida, sendo que 44% deste dizem que a vida foi afetada totalmente.

Por causa das dívidas atrasadas, 20% passaram a evitar fazer compras a prazo, 17% começaram a fazer um controle rígido dos ganhos e gastos, 16% deixaram de comprar itens de vestuário e 14% deixaram de fazer atividades de lazer.

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