Turismo

O misticismo das cavernas maia de Belize

Divulgação/Belize

Rio Frio Cave

Entre o caleidoscópio de atrativos turísticos de Belize estão as inúmeras cavernas, que variam de caminhadas fáceis a desafiadoras – mas, em ambos os casos, uma experiência que ficará para sempre na memória. Para além do astral místico e as vezes até um pouco assustador que transmitem, é importante lembrar que cavernas são solo sagrado. Entrar nessas passagens do então submundo maia é uma intrigante, emocionante e misteriosa volta no tempo.

Uma caverna é mais do que uma mera aventura, é uma conexão com o passado, em um local onde os maias se purificavam e entravam em contato com o plano espiritual. Entre os grandes destaques está a Actun Tunichil Muknal (ATM), em Cayo, na Reserva Natural Tapir Mountain, no oeste do país. A visita é guiada e bem intensa, mas é recompensada com um grande número e variedade de artefatos, incluindo potes completos e esqueletos – evidência da sua antiga utilização ritualística.

Ainda em Cayo, porém na reserva florestal Mountain Pine Ridge, há duas opções. Barton Creek, que é recortada por um riacho, e por isso deve ser visitada de canoa. E Rio Frio Cave cuja entrada chama atenção por um arco de cerca de 20 metros de altura. Os visitantes podem ver toda a extensão de 800 metros da caverna e o riacho que passa por ela.

Já na região de Benque Viejo, encontram-se duas cavernas que abrigam restos humanos e artefatos de cerâmica e madeira: Actun Chapat e Actun Halal. Bem como, a 11 km da cidade, a Che Chem Há é notável por sua coleção de artefatos maias.

Divulgação/Belize

Cavernas conectam visitantes com a cultura maia

Cavernas conectam visitantes com a cultura maia

Esses elementos históricos também são encontrados em Hokeb Há, caverna perto da vila de Blue Creek, em Toledo. Distrito onde também se encontra a Tiger Cave, uma caminhada de 1h30 desde a vila de San Miguel. A trilha passa por áreas de floresta tropical e por fazendas maias e milpas.

No lado direito da pitoresca e sinuosa Hummingbird Highway, dentro do Parque Nacional Blue Hole, encontra-se talvez a caverna de mais fácil acesso: St. Herman’s Cave – aproximadamente 10 minutos de caminhada. Por fim, a partir de Jaguar Paw, o transporte através de parte do sistema Nohoch Che’en Caves Branch é feito por tubing (boias individuais). Evidências da ocupação maia, como cacos de cerâmica e pegadas humanas incrustadas, podem ser contempladas ao longo do caminho.

Fonte: https://www.panrotas.com.br/belize/atracoes/2023/11/o-misticismo-das-cavernas-maia-de-belize_200880.html