Rio tem 165.495 casos de Covid-19, 13.477 óbitos e praias liberadas – ViDA & Ação

A pandemia do novo coronavírus dá sinais de desaceleração no Estado do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (31/7), foram registrados 129 novos óbitos e mais 1.853 casos da Covid-19. No auge da pandemia, chegaram a ser registrados mais de 6 mil casos em 24 horas e mais de 300 óbitos. Para especialistas em saúde, como pesquisadores da Fiocruz, no entanto, ainda não é o momento de afrouxar a quarentena, que começou em meados de março. Mesmo assim, o prefeito Marcello Crivella anunciou que o banho de mar está liberado a partir deste sábado (1/8) nas praias da capital.

É quando entra em vigor a nova fase da flexibilização das medidas decretadas para conter a disseminação do coronavírus. A volta às aulas no Ensino Fundamental de escolas particulares, que foi motivo de muita discussão na semana anterior, ainda não está confirmada. Mas bares, shopping-centers e outros estabelecimentos comerciais estão autorizados a abrir. Desde o último dia 17, esportes coletivos como vôlei, futevôlei, beach tênis e futebol de praia estavam liberados nas areias da orla.

De acordo com o Ministério da Saúde, o estado possui 165.495 casos do novo coronavírus e registrou mais mortes que ambos os estados do Ceará e Bahia, atingindo a marca de 13.477 óbitos em decorrência da Covid-19. Ao todo, foram 165.495 casos. O Ceará possui 173.882 casos e 7.668 mortes enquanto a Bahia teve com 166.154 infecções e 3.463 óbitos, superando pela primeira vez o Rio de Janeiro no número de casos confirmados..

Segundo país do mundo mais afetado pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil registrou nesta sexta-feira 1.212 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes a 92.475, informou o Ministério da Saúde. Além disso, foram notificadas mais 52.383 infecções pelo vírus no país, que atingiu a contagem total de 2.662.485 casos.

Essa é a segunda sexta-feira consecutiva em que o país verifica mais de 50 mil novos casos da doença, além do terceiro dia seguido em que a marca é superada. Nesta semana, o Brasil registrou um recorde de cerca de 69 mil infecções na quarta-feira, quando testes atrasados da véspera foram computados. A contagem diária de óbitos, por sua vez, segue próxima das médias vistas nas últimas semanas epidemiológicas, quando as mortes giraram em torno de 1.100 por dia.

O Ministério da Saúde tem afirmado que, apesar da disparada recente no número de casos, há uma estabilização na contagem de óbitos, vista em um platô elevado. O grande aumento no número de casos, especialmente a partir da semana passada, tem sido justificado pela pasta como resultado de um avanço da doença pelo Centro Sul do país, aliado às questões sazonais representadas pela chegada do inverno.

São Paulo é o estado mais atingido pela doença, com 542.304 casos e 22.997 óbitos. Depois de registrar recordes de 26,5 mil infecções e 713 mortes na quarta-feira, por conta de um atraso na notificação de testes, São Paulo computou 13.298 casos e 287 mortes nesta sexta, números levemente inferiores aos vistos no dia anterior. O governo paulista estimava que o Estado chegaria ao final de julho com um total entre 510 mil e 600 mil casos, enquanto o número total de mortes no fim do mês era projetado entre 21 mil e 26 mil.

Pará, Minas Gerais, Maranhão, Distrito Federal e Amazonas são os demais estados brasileiros com mais de 100 mil casos confirmados da doença. O Brasil possui 1.844.051 pessoas recuperadas da doença, além de 725.959 pacientes em acompanhamento, segundo o Ministério da Saúde. A taxa de letalidade da doença no país é de 3,5%.

Réveillon do Rio será “espalhado” por vários eventos

O setor hoteteleiro do Rio apresentou uma proposta para o Réveillon deste ano, cuja programação será alterada por causa da pandemia de Covid-19. Segundo Crivella, o novo formato propõe que, em vez de concentrar milhares de pessoas em Copacabana, a programação se espalhe por vários pontos da cidade. A última festa de virada do ano reuniu perto de 3 milhões de pessoas no bairro.

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A sugestão já está sendo estudada pela prefeitura, que busca ideias capazes de garantir uma celebração segura.

Eles me apresentaram uma ideia interessante: espalhar o povo, em vez de concentrar [o evento] em Copacabana, no sentido de que todos possam assistir a diversos espetáculos e sem problema de estar aglomerados e [de aparecer] de repente alguém sem máscara e contaminar muita gente. É uma coisa que está sendo estudada”, afirmou o prefeito.

O presidente do Hotéis Rio, Alfredo Lopes, disse que a ideia é estabelecer um desenho para o réveillon deste ano que não caracterize, nem incentive aglomerações na praia de Copacabana. “Foi pensado não ter palco, não ter show. A queima de fogos, ou show de luzes, [deve] ser colocada em vários pontos da cidade de forma a não ter concentração em Copacabana”, afirmou Lopes. 

Crivella explicou que a reunião de hoje foi para incorporar uma série de medidas no caderno de encargos que costuma ser preparado em grandes eventos como o carnaval e o Réveillon. A proposta passará ainda por alguns níveis de consulta. “Vamos apresentar ao Conselho Científico, depois novamente à sociedade, e discutir com vereadores. Pessoal dos hotéis e o pessoal do comércio, esses já participaram, e aí vamos apresentar à população.”

Para o prefeito, esta pode ser uma boa solução para evitar aglomeração de pessoas no Réveillon em Copacabana. “De certa forma, precisamos superar nossa tristeza, nossa tragédia, enxugar  e erguer os olhos para os céus, e prosseguir. Nós temos filhos, temos netos, temos jovens ­- a vida continua, embora tenhamos que levar para sempre essa tragédia, essa dor que está sendo a pandemia no mundo inteiro.”

Até a questão ser resolvida, ainda vão ocorrer novas reuniões entre setores envolvidos com a festa da virada do ano, informou Lopes. Ele acrescentou que a proposta atende ao setor hoteleiro e também ao de bares e restaurantes. “O importante é definir o que vai ter no réveillon para que possamos iniciar a comercialização.”

Com Agências

Fonte: www.vidaeacao.com.br/rio-tem-165-495-casos-de-covid-19-13-477-obitos-e-praias-liberadas

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