Novo post criado em 07 de Sep de 2020 as 20:37:58

“Esta não será a última pandemia. A . Mas, quando a próxima pandemia vier, o mundo deve estar pronto – mais do que estava desta vez”. O alerta é do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (7), ao chamar a atenção para o fato de que os países precisarão preparar melhor seus sistemas de saúde.

“Nos últimos anos, muitos países fizeram enormes avanços na medicina, mas muitos negligenciaram seus sistemas básicos de saúde pública, que são a base para responder aos surtos de doenças infecciosas. Parte do compromisso de cada país para se reconstruir melhor deve ser, portanto, investir na saúde pública, como um investimento em um futuro mais saudável e seguro”, disse o diretor-geral da OMS.

A entidade foi questionada sobre as mensagens enviadas pelo governo brasileiro à população durante a pandemia. O presidente  foi em diversas ocasiões nos últimos meses, , nesta segunda em Brasília.

O diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta segunda-feira (7) que a população brasileira dispõe de várias fontes para obter informações sobre a pandemia do novo coronavírus e destacou o trabalho de autoridades estaduais do país no combate à doença.

Ryan fez o comentário durante coletiva da OMS, após pergunta de uma jornalista brasileira que mencionou o fato de o presidente Jair Bolsonaro frequentemente aparecer em eventos públicos sem utilizar máscara ou fazer declarações a favor da hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada no tratamento da covid-19.

Sem abordar diretamente o caso específico do Brasil, Ryan disse que “informações distorcidas” podem ter efeitos negativos e aproveitou para fazer um apelo a todos os governos que se comuniquem “de forma transparente e sincera”.

“Os cidadãos no Brasil e em muitos países podem olhar e buscar informações em várias fontes, e, certamente, acho bom estar em uma posição em que você pode ter uma confiança absoluta em qualquer governo, mas também é importante que as pessoas busquem várias fontes de informação”, respondeu o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan.

Michael Ryan, diretor executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) — Foto: Christopher Black/OMS
Michael Ryan, diretor executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) — Foto: Christopher Black/OMS

Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) — Foto: Christopher Black/OMS

“Os governadores estaduais e as autoridades estaduais de saúde pública têm estado muito envolvidos em oferecer aconselhamento e apoio às comunidades. Aí você tem o governo nacional, a  [Organização Pan-Americana de Saúde, braço regional da OMS nas Américas] e nós mesmos [a OMS]”, declarou Ryan.

“Os bons governos constroem a confiança das comunidades fornecendo-lhes apenas informações verificadas e baseadas em evidências. Porque, se as coisas derem errado, as comunidades vão entender”, afirmou o diretor de emergências.

“Mas, se as comunidades perceberem que estão obtendo informações que estão sendo politicamente manipuladas, ou que estão sendo gerenciadas de uma forma que distorce as evidências, então, infelizmente, isso volta ao governo politicamente em um estágio posterior”, completou Ryan.

A OMS já havia se manifestado sobre alguns posicionamentos do governo brasileiro. Na sexta (4), a entidade lembrou queao ser questionada sobre uma publicação da Secretaria de Comunicação da Presidência que dizia não poder “obrigar ninguém” a tomar vacina (veja vídeo).

Em maio, a organização frisou a  no combate à pandemia entre os governos estaduais e federal. A declaração foi dada também por Michael Ryan, depois que a OMS foi questionada sobre a reabertura de alguns locais de comércio no país, como academias e salões de beleza. “As comunidades precisam ouvir mensagens coerentes e consistentes de lideranças, essa mensagem precisa ser clara e governos precisam seguir o que falam”, afirmou Ryan.

Com Agências

Fonte: www.vidaeacao.com.br/pandemia-de-covid-19-nao-sera-a-ultima-a-ser-enfrentada-pela-humanidade-diz-oms

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