Diabetes provoca maior risco de osteoporose e fraturas ósseas – ViDA & Ação

O diabetes, doença que afeta cerca de 13 milhões de brasileiros, é caracterizado pelo acúmulo de glicose no sangue. Além das complicações cardiovasculares e renais, os ossos podem ser afetados. Dados da literatura médica apontam que a incidência de fraturas do quadril em mulheres com diabetes tipo 1 é sete vezes maior que na população feminina sem o problema.

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), tanto o diabetes tipo 1 como o tipo 2 reduzem a resistência e a qualidade do osso e, consequentemente, aumenta o risco de fraturas por fragilidade. Devido a isso, a doença é reconhecida como uma das causas da osteoporose.

Os níveis elevados de açúcar no sangue alteram as propriedades do colágeno do osso, enfraquecendo o tecido”, explica Charlles Heldan, presidente da Abrasso. “Da mesma forma, o tipo 2 dobra ou triplica esse risco, quando comparamos com mulheres não diabéticas”, informa o reumatologista.

Segundo ele, é bom lembrar que as fraturas em diabéticos também apresentam maior possibilidade de complicações, como infecções e internação em unidade de terapia intensiva (UTI), e de morte. Para proteger a saúde dos ossos, os portadores de diabetes precisam controlá-la adequadamente. “Fazendo isso através de orientação nutricional, atividade física regular e uso correto das medicações, a probabilidade de complicações e fraturas cai”, conclui o presidente da Abrasso.

Nas redes sociais, muitas vezes, a osteoporose é mencionada em tom de brincadeira, tornando-a popularmente conhecida como uma doença típica de idosos, entretanto, a doença atinge mais de 10 milhões de brasileiros e é responsável por uma fratura a cada 3 segundos em todo o mundo. A doença pode ser descoberta em qualquer fase da vida, especialmente, em mulheres pós menopausa ou adultos em qualquer idade com histórico familiar ou deficiência de vitaminas.

A osteoporose é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, o que faz com que os ossos se tornem mais suscetíveis a quebra. Por ser silenciosa, o paciente só toma conhecimento sobre a doença em consultas de rotina, quando o médico avalia esse aspecto, ou infelizmente, com a primeira fratura – que pode ocasionar uma enorme perda de qualidade de vida, aumentar as internações e até levar a óbito. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose.

A primeira fratura é muitas vezes a porta de entrada para investigar a osteoporose. Na maioria dos casos, a doença só é identificada após a primeira fratura. Portanto, fazer o acompanhamento médico preventivo, incluindo o exame de densitometria óssea, é fundamental para o diagnóstico precoce e evitar a progressão e as consequências da doença à longo prazo” explica Ben-Hur Albergaria, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Existem dois tipos de osteoporose: a primária, que é relacionada ao envelhecimento e a menopausa, mais conhecida entre a população; e a chamada de osteoporose secundária, que os jovens podem desenvolver, quando ocorre a diminuição da massa óssea em decorrência de medicações ou outras doenças, como diabetes, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, insuficiência renal crônica, cirurgia bariátrica, doença celíaca, anorexia, artrite reumatoide e uso de glicocorticoides. Por isso, a importância de também cuidar da saúde dos ossos.

Além da prática regular de atividade física desde cedo, um dos elementos fundamentais para garantir a saúde dos ossos e reduzir o risco de fratura ao longo dos anos, e a correta suplementação de cálcio e vitamina D, pois, o cálcio faz parte da composição básica dos ossos e, a vitamina D, por sua vez, promove absorção do cálcio e mantem equilibrada a quantidade de mineral que o corpo precisa.

“Mesmo sendo uma doença sem cura e progressiva, atualmente temos diversas formas de lidar com a condição – inclusive, medicamentos biológico, que podem ser uma alternativa para os pacientes com o objetivo de desacelerar o ritmo da doença e evitar uma fratura ou complicações severas para o paciente, que impactam não apenas o indivíduo, mas toda sua família, considerando que a fratura pode ser incapacitante e traz consequências na qualidade de vida, independência e até improdutividade”, alerta Dr. Ben-Hur Albergaria.

Campanha Nada Pode Te Parar

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde dos ossos e com a osteoporose, a Amgen lançou uma campanha em parceria com a Abrasso visando desmistificar a doença, abordando seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e a importância de buscar formas efetivas de prevenção e tratamento, pois, afinal, Nada Pode Te Parar, nem mesmo uma doença como a osteoporose. Para mais informações, acesse: http://nadapodeteparar.com.br/.

Com Assessorias

Fonte: www.vidaeacao.com.br/diabetes-provoca-maior-risco-de-osteoporose-e-fraturas-osseas

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