Cremerj investiga morte de MC funkeira após lipoescultura com ginecologista – ViDA & Ação

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar a morte da funkeira Fernanda Rodrigues, de 43 anos, mais conhecida como MC Atrevida, após fazer um procedimento estético em uma clínica em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O médico responsável pela cirurgia é ortopedista e ginecologista.

No dia 16 de julho, Fernanda se submeteu a uma lipoescultura para retirar gordura das costas e injetar nos glúteos e começou a se sentir mal, vindo a falecer 10 dias depois, no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, bairro onde morava.

“Os que os médicos devem ter o bom senso de realizar apenas os procedimentos dos quais tenham conhecimento e capacidade profissional. O Cremerj entende e reforça a importância da qualificação profissional, que ocorre por meio da especialização: residência médica ou prova de título da sociedade de especialidade escolhida pelo médico”, diz a nota do Cremerj.

Em nota, a assessoria informou que “o procedimento é sigiloso”, seguindo as normas do Código de Processo Ético Profissional. O comunicado ainda afirma que, particularmente, para a realização de lipoaspiração, existe uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que obriga os médicos a possuírem formação cirúrgica em geral.

“É muito importante, antes de qualquer procedimento, conferir se o especialista está apto a realizar uma cirurgia. Para os casos de cirurgia estética, pesquise sobre o médico na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se o profissional tem o título de especialista. Isso é essencial para a paciente ter mais segurança”, alerta Fernando Amato, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda chegou com fortes dores no dia 26, e foi encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. Ela morreu no dia seguinte e seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal. De acordo com a SMS, só um laudo do IML vai determinar o que causou o óbito.

MC Atrevida foi enterrada nesta quarta-feira, dia 29, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. O caso foi inicialmente registrado na 37ª DP (Ilha do Governador) e depois encaminhado para a 20ª DP (Vila Isabel), delegacia do bairro onde o procedimento foi realizado.

Chamada de ‘Rainha das Plásticas’, a empresária Wania Tavares, dona da clínica, fez uma live no Instagram onde informou que vai aguardar o laudo com a causa da morte, mas que está tranquila.

Uma MC fez um procedimento de hidrolipo, que é um enxerto de bumbum, na minha — não sou médica, sou empresária, dona da clínica — vinha relatando que estava doendo, se sentindo mal, fomos acompanhando o processo. No dia 26 ou 27, ela veio a falecer num hospital na Ilha do Governador, que ela é de lá. Estou sem advogado ainda. Eu estou com a minha consciência supertranquila quanto ao procedimento, que foi feito corretamente”, afirmou.

No dia 7 de julho, Fernanda publicou uma foto no Facebook ao lado de Wania em frente ao local onde realizaria a lipoescultura nove dias depois. A funkeira elogiou a dona do lugar: “A braba tem nome. Rainha das Plásticas Vânia. Quer ficar com a beleza em dia? É aqui em Vila Isabel”, escreveu na publicação.

A filha de MC Atrevida, após a mãe ser internada no hospital, questionou a dona da clinica sobre o que foi usado no preenchimento. A “Rainha das plásticas” afirmou na live que “não coloca nenhuma mistura no bumbum de ninguém”. Em que, quando foi colocada a gordura, “já tinha alguma coisa lá e que misturou, por isso deu problema”. Wania ainda explicou: “Quando se coloca silicone industrial, entra líquido, faz bolinhas e vai espalhando no corpo. Não estou dizendo que tem ou não, a médica que desconfiou”, disse na live.

A funkeira Fernanda Rodrigues, mais conhecida como MC Atrevida Foto: Reprodução / Facebook

Fonte: www.vidaeacao.com.br/morte-de-mc-funkeira-apos-lipoescultura-e-investiga-pelo-cremerj

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