Rio de Janeiro tem bombas em protesto; transportes funcionam

Um protesto terminou em confusão nas imediações Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro, na zona portuária da cidade, nesta sexta-feira, 14, dia em que trabalhadores de diversas categorias prometem cruzar os braços contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos. 

Manifestantes que bloqueavam o trânsito em um dos acessos da Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da capital fluminense, foram dispersados por policiais militares com bombas de efeito moral. Foram ouvidos pelo menos cinco estrondos, e houve correria. Não há informações sobre feridos.

O grupo, com cerca de 50 pessoas, protestava em frente ao Instituto Nacional de Traumatologia (Into) causando lentidão no trânsito na saída da Ponte Rio-Niterói. Após o tumulto, os manifestantes foram para o terminal rodoviário, incluindo alunos de institutos federais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professores.

Segundo integrantes do protesto ouvidos pela reportagem, o grupo tinha acordado com a própria Polícia Militar que sairia do Into e faria uma caminhada em direção à rodoviária, ocupando apenas uma pista da avenida. No entanto, em determinado momento, os manifestantes foram surpreendidos pela chegada de agentes do Batalhão de Choque já soltando bombas de efeito moral.

Organizada pela CUT e demais centrais sindicais — CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, UGT, Nova Central, CSP-Conlutas e Intersindical —, a greve ganhou a adesão de bancários, professores, metalúrgicos, químicos, portuários, metroviários, motoristas, cobradores, caminhoneiros, trabalhadores da educação, da saúde e servidores públicos.

O sistema de transporte público do Rio de Janeiro, entretanto, opera normalmente. Segundo a RioÔnibus, a empresa não chegou a ser notificada sobre greve geral na cidade. “Diante da forte crise que afeta as empresas de ônibus da cidade, O Rio Ônibus confia na sensibilidade do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro para manter o serviço de transporte à população. A expectativa é de que a frota esteja nas ruas e que a operação transcorra normalmente”.

A SuperVia, concessionária que opera os trens do Rio de Janeiro, também informa que não houve paralisação na operação na cidade em razão da greve. Porém, um problema na estação Realengo afetou o funcionamento dos trens.

 

(com Estadão Conteúdo)

Fonte: veja.abril.com.br/brasil/greve-rio-de-janeiro-tem-bombas-em-protesto-mas-transportes-funcionam