Professores se unem aos protestos estudantis e Hong Kong

Milhares de professores protestaram pacificamente neste sábado em Hong Kong com o lema Protejamos a Próxima Geração, Deixem que as Nossas Consciências Falem, em apoio às manifestações pró-democráticas – lideradas por jovens – que ocorrem há 11 finais de semana na região.

A primeira manifestação reuniu cerca de 22 000 pessoas. Começou às 11h30 (0h30 horário de Brasília), sob uma forte chuva. Os manifestantes caminharam em direção à residência da líder do governo, Carrie Lam, e gritaram palavras de ordem. “Protejam os estudantes! Os professores caminham com eles” e “Parem com a brutalidade policial, escutem as reivindicações do povo!” foram as mais escutadas. Esta é a segunda vez desde que começaram as mobilizações em massa, em junho, que os professores se manifestam.

O deputado e diretor do Sindicato dos Professores Profissionais de Hong Kong, Ip Kin-yuen, criticou a polícia pela linha dura com os jovens nos protestos. Suas queixas também foram dirigidas ao governo,  por não tomar medidas a respeito das demandas dos manifestantes, que basicamente se opõem ao autoritarismo da China.

O segundo ato de protesto começou às 15h30 (4h30 horário de Brasília), com o lema Reivindiquemos a Nossa terra, Restauremos a Nossa Paz, e foi realizada nos distritos residenciais de Hung Hom e To Kwa Wan.

Muitas lojas fecharam hoje em preparação para possíveis distúrbios durante a passeata, que tenta chamar a atenção para o grande fluxo de tours de compras de chineses da parte continental do país. Eles alegam que essas excursões afetam a normalidade dos bairros.

Embora o protesto tenha sido proibido pela polícia inicialmente, os organizadores conseguiram a autorização para proceder contanto que mudassem a rota proposta anteriormente.

Às 17h (6h horário de Brasília), na outra parte do porto, foi iniciado um comício convocado por um grupo de apoio ao governo de Hong Kong e de Pequim chamado Proteja Hong Kong, com o objetivo de “combater a violência” e “salvar Hong Kong”.

As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição que, segundo os opositores, poderia permitir que críticos ao regime comunista fossem levados à China para serem julgados sem garantias de direitos.

Sob a fórmula “um país, dois sistemas”, Pequim se comprometeu a manter a autonomia de Hong Kong e a respeitar uma série de liberdades não concedidas aos cidadãos da China continental até 2047, após recuperar a soberania do território de mãos britânicas em 1997.

No entanto, embora o governo de Hong Kong tenha suspendido a tramitação do polêmico texto, os protestos derivaram para reivindicações mais amplas sobre os mecanismos democráticos da região.

Fonte: veja.abril.com.br/mundo/professores-se-unem-aos-protestos-estudantis-e-hong-kong