Quem Eduardo Paes realmente quer eleger no Rio

No próximo domingo 25, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), vai se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva, na quadra da escola de samba Portela, para oficializar o apoio ao ex-presidente. O movimento é uma vitória da campanha petista, que busca arregimentar diferentes forças políticas para tentar garantir uma vitória no primeiro turno – e um retrato da habilidade de Paes como articulador. Ele conseguiu contornar o desconforto pelo fato de ter selado o apoio a Rodrigo Neves (PDT) ao governo do estado, enquanto Lula fechou com Marcelo Freixo (PSB).

Na reta final, o apoio de Paes se tornou um fator estratégico no tabuleiro local. O prefeito coloca um pé em cada canoa nas candidaturas ao governo e à presidência, ao mesmo tempo em que busca asfaltar o caminho para uma disputa ao Palácio Guanabara daqui a quatro anos. Se o projeto de lançar o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, como candidato a governador não prosperou (ele acabou virando vice na chapa de Rodrigo Neves), a prioridade se tornou emplacar nomes de seu grupo político no legislativo.

Para a Assembleia Legislativa, a prioridade é eleger Guilherme Schleder, aliado de longa data que já foi assessor do prefeito na Câmara Municipal, quando ele era vereador, e secretário da Casa Civil no gabinete da prefeitura, durante a primeira passagem de Paes na capital fluminense.

Em 2021, na atual gestão, ele se tornou secretário de Esportes e focou o trabalho em recuperar o legado olímpico, com a reforma de equipamentos que haviam sido construídos para as Olimpíadas do Rio. “Trabalho com Eduardo há 25 anos e, pela primeira vez, decidi sair como candidato. Quando comuniquei minha decisão, ele até se surpreendeu porque sempre atuei mais nos bastidores, mas a experiência da secretaria acabou se tornando uma plataforma para me lançar”, diz Schleder, que é tratado como “Gui” pelo prefeito.

Entre as plataformas do braço direito de Paes, estão realizações como a promoção de eventos esportivos, como a Maratona do Rio, Game XP, Mundial de Beach Tennis e Mundial de Clubes de Fut7, para tentar recuperar a vocação esportiva da capital e o investimento em programas sociais ligados ao esporte.

A proximidade com Paes se tornou um grande ativo da campanha do deputado. O prefeito já participou de quatro eventos que estão sendo tratados como “atos da arrancada final”, em diferentes bairros da cidade. Nesses encontros, o prefeito discursa em favor do aliado. “Precisamos criar uma nova geração de políticos na Assembleia Legislativa”, resume o prefeito.

Além de Schleder, outros candidatos que “saíram da costela de Paes”, como costumam se referir a si próprios, também irão se lançar às urnas, como Eduardo Cavaliere, que ocupou a pasta do Meio Ambiente na prefeitura.  Pelo cargo de deputado federal, concorrem Pedro Paulo, ex-secretário da Fazenda e antigo aliado de Paes, Daniel Soranz, ex-secretário da Saúde e Renan Ferreirinha ex-secretário da Educação.

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Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/quem-eduardo-paes-realmente-quer-eleger-no-rio/