Provedor público de SP foi usado em ataques virtuais a rivais de Bolsonaro

A Justiça de São Paulo autorizou a quebra de sigilo de computadores que dispararam mensagens contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre na esteira das investigações que apuram a existência de um suposto braço paulista do “gabinete do ódio” que operaria do Palácio do Planalto.

Documentos obtidos por VEJA comprovam que a maioria dos IPs investigados são de um provedor público do estado, a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). A ação é movida por deputados federais que romperam com Bolsonaro, como Junior Bozzella (PSL-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do partido na Câmara dos Deputados.

Os parlamentares suspeitam que parte dos ataques recebidos durante a briga interna que opôs as alas bolsonarista e bivarista do PSL partiu da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo (Alesp) – nas redes sociais, Hasselmann foi alvo de ataques que a associaram, por exemplo, à personagem de desenho infantil Peppa Pig.

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    Como mostrou a coluna Radar, o presidente do Senado Davi Alcolumbre telefonou para o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) e afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News será prorrogada por 90 dias, até junho. Frota procurou Alcolumbre para avisar que tem provas da atuação pessoal do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no esquema de atuação do “gabinete do ódio”.

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    Na quarta-feira 4, o perfil no Instagram @bolso_feios foi retirado do ar, horas depois de vir a público a informação de que a página foi criada dentro do gabinete de Eduardo Bolsonaro.

    Com base em informações do Facebook à CPMI das Fake News, reveladas pelo site de notícias UOL, a conta foi criada a partir de um telefone usado por Eduardo Guimarães, secretário parlamentar de Eduardo. O e-mail utilizado para registrar a conta no Facebook também pertence ao “Zero Três”: eduardo.gabinetesp@gmail.com. Além disso, o número de IP do computador empregado na abertura do perfil na rede social está localizado dentro da Câmara dos Deputados.

    Em seu depoimento à CPI, em dezembro do ano passado, Joice Hasselmann já havia dito que o perfil era administrado por Eduardo Guimarães. O deputado Eduardo Bolsonaro refutou a acusação, dizendo que esse tipo de perfil é criado espontaneamente por apoiadores de seu pai.

    Fonte: veja.abril.com.br/politica/provedor-publico-de-sp-foi-usado-em-ataques-virtuais-a-rivais-de-bolsonaro

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