Israel se aproxima de 50% de sua população vacinada contra Covid-19 e economia começa a se abrir

Foto: Alan Santos/PR País administrou ao menos uma dose da vacina da Pfizer Inc a mais de 46% de sua população de 9 milhões, afirma o Ministério da Saúde 21 de fevereiro de 2021 | 17:59 mundo

Israel reabriu partes de sua economia neste domingo, 21, com o governo afirmando que o início do retorno à rotina foi possibilitado por uma campanha de vacinação contra a covid-19 que já atingiu quase metade da população.

As lojas estavam abertas a todos, mas o acesso a locais de lazer como academias, hotéis e cinemas foi limitado apenas a pessoas que receberam as duas doses da vacina há mais de uma semana ou se recuperaram da doença com imunidade presumida. Essas pessoas obtêm o status “Passe Verde” exibido em um aplicativo do Ministério da Saúde.

O uso de máscaras e o distanciamento social ainda estão em vigor. As sinagogas, mesquitas ou igrejas foram obrigadas a reduzir pela metade o tamanho normal de suas congregações.

Exatamente um ano após o primeiro caso documentado de coronavírus em Israel, a redução das restrições no domingo é parte de um plano do governo para abrir a economia mais amplamente no mês que vem, quando o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu buscará nova reeleição.

“Somos o primeiro país do mundo que está se recuperando graças às milhões de vacinas que trouxemos”, tuitou. “Vacinado? Pegue o Passe Verde e volte à vida.”

Há pouco mais de duas semanas, foi iniciada a campanha de vacinação em Israel, voltada para todas as pessoas com mais de 16 anos, depois de uma veloz primeira fase, em que foram imunizados idosos acima de 60.

Israel administrou pelo menos uma dose da vacina Pfizer Inc a mais de 46% de sua população de 9 milhões, afirma o Ministério da Saúde. O risco de adoecimento por covid-19 caiu 95,8% entre as pessoas que receberam as duas doses, informou o ministério no sábado.

Segundo a pasta, foi registrada uma redução de 98,9% na mortalidade entre as pessoas que receberam as duas doses da vacina da Pfizer, na comparação com duas semanas atrás.

O comunicado, no entanto, não indicou quantas pessoas foram consideradas para o cálculo da taxa divulgada, apenas explicou que foram comparadas aquelas que tinham recebido a segunda dose do agente imunizante há pelo menos 14 dias, e aquelas não receberam nenhuma.

Redução de casos graves

Além da redução da mortalidade, o Ministério da Saúde informou ter acontecido uma redução de 98,2% no número de casos graves da covid-19 e de 98,9% na quantidade de pacientes hospitalizados com sintomas da doença.

O país registrou mais de 740 mil casos e 5,5 mil mortes pela doença, gerando críticas à aplicação, às vezes irregular, de três bloqueios nacionais por parte do governo de Netanyahu. Ele prometeu que não haverá um quarto.

Mas Nachman Ash, médico responsável pela resposta à pandemia do país, disse à Rádio do Exército que outro bloqueio “ainda é possível … Metade da população ainda não está imune”.

As crianças do ensino fundamental e os alunos dos últimos dois anos do ensino médio assistiam às aulas aos domingos em cidades israelenses que apresentavam índices de contágio sob controle. Os alunos do ensino médio devem voltar no mês que vem, depois de quase um ano de aprendizado remoto.

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Fonte: politicalivre.com.br/2021/02/israel-se-aproxima-de-50-de-sua-populacao-vacinada-contra-covid-19-e-economia-comeca-a-se-abrir