Garimpo agrava desflorestação da Amazónia

Dercílio Franchini e o sócio “Zé Preto” vivem do garimpo, ou seja, da mineração ilegal de ouro na Amazónia. Estas pequenas minas são proibidas por lei, mas eles esquivam-se: Alegam que têm de sobreviver e a pegada ecológica que deixam é mínima, comparada com a das multinacionais, que segundo eles ficam com todo o ouro, não lhes dão hipóteses de trabalhar e não os deixam com outra possibilidade senão fazer este trabalho à margem da lei.

“Sou pai de família, tenho filhos que estudam e não posso deixar a minha mulher ou a minha filha a passar necessidades. Precavemo-nos, escondemo-nos, fugimos enquanto tivermos pernas, mas desistir nunca. Continuamos a trabalhar, porque preciso de sobreviver e dar sustento à minha família”, diz Dercílio.

Precavemo-nos, escondemo-nos, fugimos enquanto tivermos pernas, mas desistir nunca. Dercílio Franchini Garimpeiro

O problema é que, como esta, há centenas de minas ilegais espalhadas por toda a Amazónia. A exploração deve aumentar com a aprovação da lei que permite alargar os terrenos das minas, incluindo às terras indígenas, aumentando assim a desflorestação.

À exploração mineira juntam-se os incêndios, que voltaram, com a época das queimadas. Só no último mês, a maior floresta tropical do mundo foi afetada por 6800 incêndios. Nos Estados do Mato Grosso, Pará e Rondónia, a área ardida é já maior que a do ano passado, em que a vaga de incêndios fez manchetes por todo o mundo.

Fonte: pt.euronews.com/2020/08/24/garimpo-agrava-desflorestacao-da-amazonia

Coronavírus em Tempo Real