Deu a louca na ONU: apoio declarado a antifas americanos | Mundialista

Não dá para esperar muito de um organismo de direitos humanos que já condenou Israel 45 vezes e que tem, atualmente, a Venezuela entre seus integrantes.

Com todos os seus defeitos e o escandaloso viés anti-israelense, decorrentes da própria estrutura da ONU, o Conselho de Direitos Humanos tem uma atuação importante nem que seja apenas para oficializar casos pavorosos de abusos cometidos por regimes brutais.

ASSINE VEJA

Acharam o Queiroz. E perto demais
Acharam o Queiroz. E perto demais
Acharam o Queiroz. E perto demais Leia nesta edição: como a prisão do ex-policial pode afetar o destino do governo Bolsonaro e, na cobertura sobre Covid-19, a estabilização do número de mortes no Brasil Clique e Assine

Isso quando não comete absurdos como “manifestar profunda preocupação” com a atitude do ministro da Justiça dos Estados Unidos, William Barr, ao “descrever o Antifa e outros ativistas antifascistas como terroristas internos”.

“Isso solapa os direitos à liberdade de expressão e à reunião pacífica no país”.

Continua após a publicidade

A “preocupação”, em todos os seus absurdos, foi captada por outro organismo da tentacular burocracia, o Escritório da ONU em Genebra (UNOG), e divulgada num post ilustrado por nada menos que as duas bandeiras, a preta e a vermelha, usadas pelos antifas.

O post foi deletado depois que o tamanho da asneira foi identificado: nada menos que um órgão da ONU defendendo e divulgando o grupo especializado em badernas de rua que se aproveitou das recentes manifestações de repúdio ao racismo para ampliar sua tática de confronto e violência.

Os jovens vestidos de preto são presença garantida em protestos que obrigatoriamente derivam para o quebra-quebra em países europeus e até no Brasil.

Na erupção de revolta que se seguiu à morte filmada de George Floyd por um policial branco, apareceram em todas as grandes manifestações, onde são sempre os primeiros a jogar pedras e tocar fogo, nos dois sentidos da expressão.

Continua após a publicidade

A violência anarquista muitas vezes foi o sinal para os “aproveitadores de ocasião”, os que veem uma situação descontrolada e aproveitam para saquear.

A sequência de absurdos praticados sob o guarda-chuva da ONU começa pela crença ingênua – ou deliberadamente tola? – de que os baderneiros de dupla bandeira, a do comunismo e do anarquismo, são o que dizem ser: militantes antifascistas.

O Conselho de Direitos Humanos entrou em ação a partir de um pedido do irmão do morto, Philonise Floyd, para investigar o racismo e a brutalidade policial.

Mundo

imagem22-06-2020-14-06-30
imagem22-06-2020-14-06-30
MundoCom flexibilização, Covid-19 avança e Venezuela decide endurecer medidasMundo
imagem22-06-2020-14-06-30
imagem22-06-2020-14-06-30
MundoPolícia britânica classifica ataque com faca em Reading como terrorista
Mundo
imagem22-06-2020-14-06-30
imagem22-06-2020-14-06-30
MundoPatrulhamento: desde quando todos têm que se ajoelhar?
Mundo
imagem22-06-2020-14-06-30
imagem22-06-2020-14-06-30
MundoAssim, nem a lei da gravidade escapa

  • Política

    imagem22-06-2020-14-06-30
    imagem22-06-2020-14-06-30
    Política1Gilmar Mendes ouviu do comandante do Exército o que não queriaMundo
    imagem22-06-2020-14-06-30
    imagem22-06-2020-14-06-30
    Mundo2Home page
    Brasil
    imagem22-06-2020-14-06-30
    imagem22-06-2020-14-06-30
    Brasil3Doria vai mudar e prolongar quarentena em SP a partir de 1º de junho
    Economia
    imagem22-06-2020-14-06-31
    imagem22-06-2020-14-06-31
    Economia4A decisão nos EUA que vai afetar o dólar em todo o mundo

    Muito dificilmente a ideia terá sido dele, mas o luto familiar tem sua própria dinâmica.

    Continua após a publicidade

    Os quinze membros do Conselho, inclusive Brasil e Venezuela, aprovaram a investigação por unanimidade.

    O secretário de Estado americano, Michael Pompeo, disse que o Conselho virou “um porto seguro para ditadores e as democracias que cedem a seus caprichos”.

    Os Estados Unidos saíram do Conselho em 2018, seguindo a política de Donald Trump de não aceitar com magnanimidade as mordidas disfarçadas ou abertas de um organismo que, na época, tinha entre seus integrantes Cuba, Venezuela, Sudão, Líbia e Arábia Saudita.

    Como todas as superburocracias, a ONU tem dois braços que se ocupam dos Direitos Humanos, o Comitê e o Conselho. Tem ainda o Alto Comissariado para Direitos Humanos, ocupado pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

    Continua após a publicidade

    A capacidade de ação desses organismos é mais moral do que efetiva, mas o valor simbólico não deve ser subestimado.

    Não precisa nem ter muita imaginação para antecipar o que faria a Venezuela, por exemplo, com uma admoestação aos Estados Unidos.

    Quando os antifas americanos estavam na linha de frente dos protestos – depois recuaram, para dar o protagonismo ao Black Lives Matter porque estava pegando mal a preponderância dos branquinhos de classe média – o ministro da Justiça realmente falou em “terrorismo doméstico”.

    Mas a coisa parou por aí. Os Estados Unidos têm mecanismos para impedir abusos, inclusive, ou principalmente, das autoridades.

    Continua após a publicidade

    Os antifas são adeptos de táticas violentas limitadas por seus recursos (pedras, coquetéis molotov, barros da ferro) e da derrubada do regime – qualquer regime –, mas obviamente não são uma organização terrorista.

    Não sequestram aviões, não explodem carros-bomba e não fazem atentados suicidas.

    A maior ironia de todas é que, com suas raízes no anarquismo do começo do século XX, tenham aparecido com destaque num post da mãe de todas as burocracias internacionais, a ONU.

    Antifa que é antifa deveria ficar ofendido com isso.

    Fonte: veja.abril.com.br/blog/mundialista/deu-a-louca-na-onu-apoio-declarado-a-antifas-americanos

    Coronavírus em Tempo Real