Coreia Popular condena “interferência insolente” de Pelosi ao descer em Taiwan – Hora do Povo

Presidente da RPDC, Kim Jong Un, respalda direito de Pequim de tomar contramedidas necessárias à provocação dos EUA (KCNA)

República Popular da Coreia se coloca em “solidariedade total” à China

A República Popular da Coreia (RPDC) – através de seu presidente, Kim Jong Un – repudiou nesta quarta-feira (3) a descida da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em Taiwan, no dia anterior como uma “interferência insolente” nos assuntos internos da China. Pelosi é a segunda na ordem sucessória presidencial no caso de vacância do presidente.

A ida de uma autoridade deste patamar a Taiwan é a primeira vez que ocorre em 25 anos.

Conforme o Ministério das Relações Exteriores da RPDC, seu país “apoia totalmente” o posicionamento de Pequim, que tem “o devido direito de um Estado soberano de tomar contramedidas”.

“Nós denunciamos veementemente qualquer interferência de uma força externa na questão de Taiwan e apoiamos totalmente a posição justa do governo chinês de defender resolutamente a soberania e a integridade territorial do país”, acrescentou o presidente frisando que Washington é único responsável pelo aumento das tensões na região asiática.

Este posicionamento é desrespeitoso e desavergonhado dos Estados Unidos nos assuntos internos de outros países, alertou a Coreia, e prossegue afirmando que “suas provocações políticas e militares, são a causa fundamental do assédio à paz e segurança na região”.

“Taiwan é uma parte inseparável da China e o tema Taiwan é um assunto interno da China”, reiterou.

A China é país solidário de primeira hora dos coreanos, desde o período em que, comandada por Mao Tsé-Tung, mobilizou milhões de voluntários para combater o imperialismo e seus marionetes contra a unidade nacional, garantindo a independência da região norte da Coreia com o apoio militar necessário à derrota dos agressores.

ONU DEFENDE O PRINCÍPIO DE “UMA CHINA”

O porta-voz do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, reiterou em coletiva de imprensa que a entidade é guiada pela resolução relevante de “uma China” desde que a resolução entrou em vigor em 1971.

Apesar disso, nos últimos anos os EUA estão buscando minar o conceito do princípio de uma só China e continuam tentando colocar empecilhos e provocar a questão de Taiwan.

A Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU restaurou “os direitos legítimos da República Popular da China”, apontando que isso é “essencial tanto para a proteção da Carta das Nações Unidas quanto para a causa que as Nações Unidas devem servir sob a Carta”.

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