Sérgio Camargo e diretor da Fundação Palmares debocham da Justiça: "Nada vai mudar" – Hora do Povo

Sergio Camargo e Marcos Petrucelli. Foto: Reprodução Twitter

Após decisão da Justiça do Trabalho que afastou o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, dos assuntos relacionados à gestão de pessoal devido as denúncias de assédio moral e perseguição política, na segunda-feira (11), o diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação, Marcos Petrucelli, usou suas redes socais para debochar da decisão.

Com a decisão, Petrucelli se tornou responsável por funções como nomear e exonerar funcionários. Nas redes, ele respondeu a comentário de Camargo sobre o afastamento.

“Vou cumprir à risca a determinação (da Justiça). Mas sempre depois de perguntar a você (Sergio Camargo) o que é preciso fazer! kkkkkkkk”, debochou.

“Falei agora com Sérgio Camargo! A saber 1: por determinação judicial, eu, Marcos Petrucelli, agora sou o gestor de pessoal da Fundação Palmares. Posso contratar e exonerar quem eu quiser, inclusive o próprio Sérgio. A saber 2: NADA VAI MUDAR!!! Sérgio Camargo é o presidente!”, continuou Petrucelli.

Sérgio Camargo também debochou da decisão pelas redes sociais em uma postagem com uma foto do advogado Bruno Jesus, anunciando que ele será seu futuro chefe de gabinete. “Este é meu futuro chefe de Gabinete (Bruno Jesus), mas não posso nomear. Marcos Petrucelli dá uma força aí, meu chapa. Pago a conta de dez happy hour!”, ironizou Sérgio Camargo.

Em resposta a Sérgio Camargo, Petrucelli respondeu: “Pode deixar, presidente Sergio Camargo. Eu vou nomear para você”.

Na decisão desta segunda-feira, além de proibir a Camargo a gestão de pessoal, o juiz Gustavo Chehab o proibiu de – direta, indiretamente ou por terceiros – fazer insinuações, deboches, piadas, ironias, ataques ou ofensas a trabalhadores, ex-trabalhadores, testemunhas, sujeitos ou pessoas que atuem no processo, da imprensa ou de familiares por meio de suas redes sociais.

Fonte: horadopovo.com.br/sergio-camargo-e-diretor-da-fundacao-palmares-debocham-da-justica-nada-vai-mudar