Pacheco e Ibaneis falam em defesa da democracia nos 40 anos do Memorial JK – Hora do Povo

Rodrigo Pacheco e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – Foto: Barbara Cabral/CB

Para celebrar os 40 anos de fundação e o 119°aniversário de nascimento de Juscelino Kubitschek, o Memorial JK, em Brasília, realizou um evento com a presença de personalidades e também lançou duas obras literárias no domingo (12).

Os discursos dos políticos presentes no evento convergiram na mesma direção, a defesa da democracia. Ao exaltar os feitos de JK e a busca por diálogo do idealizador de Brasília, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), acredita que Juscelino continua sendo exemplo nos tempos atuais.

A necessidade de reafirmar a importância do respeito à democracia se faz necessária diante dos recentes ataques de Jair Bolsonaro às instituições. Em discursos feitos nas manifestações do feriado de 7 de setembro, ele atacou o Judiciário e chegou a dizer que não iria mais obedecer ou respeitar as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“É um evento muito significativo para deixar cada vez mais viva e presente a memória de alguém que foi tão importante para o Brasil e continua sendo em razão do exemplo que deu. Pelo desenvolvimento do país, integração do país, da busca de diálogo. Ele foi um grande democrata e um grande republicano”, disse Pacheco.

A habilidade de JK em dialogar com diferentes setores e vertentes políticas foi destacada, também, pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para quem JK é um exemplo a ser seguido por toda a população e, principalmente, pelas autoridades.

“Foi um dos maiores democratas que esse país já teve. Advindo de MG, com uma história maravilhosa e com todas as dificuldades do interior de Diamantina, ele chegou à capital da República mostrando tudo o que precisamos ver neste momento, que é o diálogo”, pontuou.

Para Ibaneis, os políticos precisam entender que “as pessoas que sofrem nas ruas precisam da nossa compreensão e precisam do nosso diálogo para recolocar o nosso país nos trilhos do desenvolvimento, da empregabilidade, do socorro àqueles mais carentes”.

Eles depositaram uma coroa de flores na câmara mortuária, onde estão os restos de JK, em sua homenagem. O ex-presidente morreu em 1976, em um acidente de carro, na Rodovia Dutra, próximo a Resende (RJ). 

O evento contou também com o lançamento de obras sobre a vida de JK. A primeira é voltada ao público infantil, e tem como título ‘De Nonô a JK’. A outra é o terceiro volume da coletânea Memórias do Brasil – Discursos de Juscelino Kubitschek.

O livro infantil é fruto de parceria entre o Memorial JK e a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, comandada pelo jornalista Bartolomeu Rodrigues. A obra é composta ainda por um livro de colorir e uma linda pasta, e faz alusão ao apelido de infância de JK. Já o terceiro volume de Memórias do Brasil – Discursos de Juscelino Kubitschek é a compilação de todos os pronunciamentos feitos por ele em 1958. 

A publicação é do Conselho Editorial do Senado Federal (Cedit), presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O lançamento dos dois livros relembra um dos mais férteis momentos da história política do Brasil, com destaque para a trajetória de JK como deputado, prefeito, governador e presidente.

A solenidade reuniu políticos e lideranças da sociedade civil, além da família do fundador de Brasília, como a neta e presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, e o marido dela, o empresário Paulo Octávio. 

Com informações do Correio Braziliense

Fonte: horadopovo.com.br/pacheco-e-ibaneis-falam-em-defesa-da-democracia-nos-40-anos-do-memorial-jk