O conselho de mudança, a nova forma de pensar dos advogados – BizNews Brasil :: Notícias de Fusões e Aquisições de empresas

No último dia 14 de outubro, o Financial Times realizou a cerimônia de divulgação dos resultados do Innovative Lawyer Europe 2021. A tradicional premiação da advocacia internacional já realizou eventos semelhantes neste ano nos Estados Unidos/Canadá e Ásia.

O destaque do evento foi o perfil das lideranças premiadas na edição europeia do evento. O vencedor da categoria, que sinaliza os protagonistas de modelos de gestão legal e quais as iniciativas fizeram a diferença entre os escritórios do Velho Continente, foi Simon Levine, co-presidente executivo global da DLA Piper, por identificar e priorizar os pré-requisitos para a inovação, acesso a capital, design thinking centrado no ser humano e espaço para experimentar.

Entre as iniciativas de Levine, reconhecido como um profissional determinado em mudar o modelo e a cultura tradicionais dos escritórios de advocacia, que sacudiu radicalmente a abordagem da empresa em relação à inovação, está o Conselho de Mudança, um grupo de advogados estimulados a impulsionar e implementar novas formas de pensar.

O Conselho de Mudança é parte da estratégia de longo prazo do DLA Piper, o terceiro maior escritório em faturamento do mundo (3,1 bilhões de dólares) e 3.998 advogados, para desenvolver a estrutura tradicional e as expectativas de um escritório de advocacia na nova economia global conectada em todos os lugares e orientada por plataformas.

“Mudanças fundamentais estão acontecendo na indústria jurídica e, como um escritório bem conhecido por seu espírito empreendedor, estamos entusiasmados com as oportunidades que temos pela frente. Passamos vários anos estabelecendo as bases certas e melhorando nossos processos para garantir que atendemos às necessidades de nossos clientes nos próximos anos. Agora estamos conduzindo uma mudança fundamental de mentalidade em nossos negócios para abraçar uma mudança radical e evoluir e expandir nossos negócios por meio de parceria com nossos clientes para ajudá-los a ter sucesso em nosso mundo em mudança”, afirma Simon Levine.

Também são destaques da atuação do executivo a criação da Aldersgate Holding para permitir que o escritório investisse em iniciativas de pesquisa e desenvolvimento separadamente da modalidade de parceria de escritório de advocacia e as políticas de recursos humanos e inclusão. Mais de 2.000 advogados foram treinados em design thinking e o Law &, o braço de produtos e soluções em rápida expansão da empresa, desenvolveu novas plataformas de inteligência artificial e ferramentas voltadas para o cliente.

Além de Simon Levine, o Innovative Lawyer Europe 2021 destacou como finalista a atuação de Michael Castle, sócio-gerente no Reino Unido e Norte e Sul da Europa, do Deloitte Legal. Ele montou uma equipe de líderes em serviços gerenciados, tecnologia e especialização jurídica, além da aquisição do escritório de advocacia Kemp Little e o recrutamento de um diretor de tecnologia que conectou o braço jurídico com o portfólio de tecnologia existente da Deloitte.

Shane Gleghorn, sócio-gerente no Reino Unido do Taylor Wessing, também foi finalista por seu trabalho em áreas como ciências biológicas e tecnologia. Gleghorn fez uma parceria com o escritório de advocacia do Vale do Silício, Wilson Sonsini, em reconhecimento que os setores de ciências biológicas e tecnologia estavam recebendo financiamento significativo do capital privado. Como resultado desses esforços, Taylor Wessing viu um aumento de quase 80% na receita combinada de seus 10 clientes mais importantes.

A defesa de que a inclusão é importante na disputa por talentos no setor jurídico, fez com que Caroline Green, sócia sênior do Browne Jacobson, também fosse uma das finalistas. Green postula que o Browne Jacobson tem que oferecer algo diferente, e que ser mais inclusivo levará à lealdade e entusiasmo entre os advogados associados. Os esforços de recrutamento incluem o foco em áreas do Reino Unido onde a mobilidade social é baixa.

Anthony Maton, o médico que imaginou um escritório especializado em ações coletivas e que hoje é o sócio-gerente de Londres e co-vice-presidente global do Hausfeld, foi outro finalista. O escritório aposta na diversidade, a empresa tem 44% das sócias, em comparação com uma média do setor de 33%.

“Esses indivíduos dirigem cinco escritórios de advocacia muito diferentes, mas cada um conquistou um espaço único no setor jurídico. Essas sociedades de advogados pretendem ser as melhores em seu nicho específico, seja em direitos do consumidor, ajudando advogados internos em estratégia digital, aconselhando jovens empresas de tecnologia ou construindo uma força de trabalho diversificada”, salientou a reportagem do jornal Financial Times que fez a cobertura do evento.

Fonte: www.biznews.com.br/o-conselho-de-mudanca-a-nova-forma-de-pensar-dos-advogados