Família que atua no combate ao coronavírus em Teresina é destaque nacional

Em Teresina, uma família inteira está unida contra a Covid-19: Tânia Furtado, enfermeira do SAMU e de hospital da Prefeitura de Teresina, o marido, a mãe, o pai e a irmã também são profissionais da saúde e estão na linha de frente contra a doença na capital piauiense. Essa história ficou conhecida nacionalmente após exibição do seu depoimento na edição do Jornal Nacional da última terça-feira (28).

No vídeo exibido, ela relatou que a sua rotina de trabalho mudou completamente durante a pandemia. “Desde criança, eu já sabia que ia trabalhar na área da saúde. Os meus pais foram os grandes exemplos. Hoje, eles, eu, meu esposo e minha irmã estamos todos atuando no combate à Covid-19.  Antes, vivíamos de abraços, encontros e almoços em família. Atualmente, a gente não pode nem se tocar, para evitar contaminação pelo coronavírus”, disse Tânia.

“Por aqui as coisas funcionam bem. O que vejo é uma articulação imensa de pessoas e de serviços de saúde, procurando resolver os problemas e ofertar uma assistência de qualidade aos doentes. Nós que começamos essa rotina com certo medo, hoje sentimos mais confiança, coragem, esperança e ficamos honrados e felizes por participar desse enfrentamento, porque, afinal, estamos fazendo a grande diferença entre a vida e a morte dessas pessoas”, conta Tânia.

Ainda criança, Tânia e sua irmã, que também é enfermeira, acompanhavam a rotina dos pais Raimundo e Rosa Furtado, que são técnicos de enfermagem. “Nós morávamos em outra cidade, mas eles vinham trabalhar em Teresina e eu acompanhava. Quando eu era bem pequena, minha mãe me viu enquanto me arrumava e perguntou para onde iria e disse ‘para o meu plantão’, como se ela já tivesse que saber que esse era meu ofício. Hoje, estou fazendo tudo que eles fizeram a vida toda, ajudando as pessoas e aliviando sofrimentos”.

A enfermeira ressalta ainda que é uma honra atuar na saúde. “Tenho participado de vários momentos em que a atuação da minha equipe foi fundamental para a sobrevivência de alguém, na verdade de muitas pessoas. É como se a gente travasse uma luta com a morte e na maioria das vezes a gente vence, graças a Deus. Por outro lado, temos medo do coronavírus, mas, fazendo um balanço, é uma honra poder ser um instrumento valioso nessa luta contra esse inimigo invisível”, finalizou a enfermeira.

Tânia casou com Nelson Neto, que é condutor de ambulância do SAMU. Ele conta que era um sonho atuar nas viaturas e que, durante a pandemia, teve que se afastar dos dois filhos. “É uma honra trabalhar nesse período, pois temos ajudado muitas pessoas doentes, temos feito a diferença e, no futuro, quando estivermos unidos novamente, poderemos dizer aos nossos filhos que estivemos na linha de frente no combate a esse vírus e eles terão muito orgulho de nós”.

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