Felipe Hintze sobre bullying: “ser diferente incomoda pessoas vazias”

felipe hintze

Você está acompanhando O Sétimo Guardião? Se sim, deve dar muitas risadas com as cenas da dupla Peçanha e Machado (Milhem Cortaz), né? Esse é o primeiro papel de Felipe Hintze voltado pra comédia e, em entrevista à CAPRICHO, o ator falou sobre os desafios de fazer o público rir e de participar de uma novela das 9.

Mas como nem tudo na vida são flores e risos, ele também entregou mais detalhes sobre seu novo trabalho, uma adaptação para o teatro do livro From White Plains, que aborda temas como byllying e homofobia. “Ser diferente incomoda pessoas vazias”, afirmou o ator, que ainda deu uma dica para quem passa por isso: “não deixem ninguém diminuir vocês”.

Olha só nossa conversa na íntegra!

CH: Em O Sétimo Guardião você vive o Peçanha, que é seu primeiro personagem focado na comédia. Como está sendo interpretá-lo nas telas?

FELIPE HINTZE: Eu estou amando! É incrível pode levar alegria para o público, fora que eu me divirto muito fazendo. Adoro a novela.

CH: O que você nunca imaginou sobre fazer comédia e descobriu com a novela?

FELIPE: Que pra você fazer o público se divertir você também tem que se divertir. Tem que se jogar! Embora não seja fácil fazer humor, é muito prazeroso trabalhar com o riso.

View this post on Instagram

Eles estão chegando!! Essa dupla vai investigar muitos mistérios na sua próxima novela das 9! Uma honra poder formar dupla com esse ator incrível, generoso, do bem chamado Milhem @cortaz !! Dia 12 de novembro vocês vão conhecer #OSétimoGuardião Estou tão feliz com essa oportunidade! Gratidão ao mestre @aguinaldofsilva , ao gênio @papa10 , @roquintaes e a toda equipe da novela. #redeglobo #novela #tv #noveladasnove foto: @joaocotta_photos

A post shared by felipehintze (@felipehintze) on Oct 24, 2018 at 1:02pm PDT

CH: Além da novela, você está trabalhando na peça baseada no livro From White Plains. O que chamou sua atenção na produção?

FELIPE: Além de atuar, eu sou um dos idealizadores e produtores da peça. Eu estava procurando um projeto jovem e queria falar de temas que acho necessário serem falados. A peça aborda temas como bullying, linchamento virtual, suicídio, homofobia…

CH: E por que acha importante apresentar esses assuntos para os jovens?

FELIPE: É a forma que temos de combater esses problemas. Um do papéis essenciais da arte é esse. Quanto mais falarmos sobre bullying na dramaturgia, menos vamos ter na realidade.

View this post on Instagram

saindo do forno as fotos que eu fiz com @familiacoelho // não aguentei e postei uma ⚡️ obrigado pela parceria! Amei o resultado.

A post shared by felipehintze (@felipehintze) on Oct 4, 2018 at 5:08pm PDT

CH: Você sofreu bullying quando era mais jovem? 

FELIPE: Bullying é algo muito sério e cada vez está mais latente na nossa realidade. Eu nunca sofri dessa forma tão agressiva, mas pelo fato de eu ser gordinho muitas vezes vivi situações em que as pessoas tentavam me diminuir. Ser diferente incomoda pessoas vazias. Algumas vezes eu rebati, outras eu só ignorei. Meus pais sempre me ensinaram a não ligar para que os outros pensam e que eu sou lindo do jeito que sou. Mas muitas vezes não conseguimos lidar com isso sozinhos, por isso é sempre importante pedir ajuda e falar sobre o bullying e suas consequências.

CH: Que dica daria para jovens que passam por situações assim?

FELIPE: Não se calem. Vão procurar ajuda, seja com psicólogos, na própria escola com professores e coordenação, com seus pais, amigos… Procurem ajuda na internet, me mandem inbox se for preciso, mas falem! Falar ajuda sempre. E se fortaleçam. Quem faz bullying fica intimidado quando vocês se posicionam. Não deixem ninguém diminuir vocês. E não liguem para opinião e julgamento alheio. Sejam felizes do jeito que vocês são.