Análise: queda técnica pesa mais que perda física e leva Fluminense a sofrer pior derrota da Era Odair

Qualquer time que tem uma expulsão nos primeiros 15 minutos vai sofrer fisicamente no restante do jogo. Mas colocar toda a culpa da derrota acachapante do Fluminense para o Volta Redonda, por 3 a 0 no Estádio Nilton Santos, na conta do cartão vermelho de Egídio é como “tapar o sol com a peneira”. No último domingo, depois de três meses de paralisação do futebol devido à pandemia do coronavírus, o time voltou a campo com maior queda técnica do que perda física.

Mesmo com um a menos durante quase toda a partida, o Fluminense não deixou de jogar. E os números mostram isso: o time finalizou mais que o adversário (14 arremates a gol contra 11) e teve cinco chancas claras desperdiçadas. Duas com Evanilson, que bateu em cima do zagueiro na primeira e errou a mira na segunda; uma com Pacheco, que parou no goleiro; outra com Michel Araújo, que demorou para chutar; e a mais inacreditável com Caio Paulista, que perdeu debaixo das traves.

Uma dessas oportunidades reais comprova que o problema maior não foi a parte física. Em um lance no segundo tempo, o Volta Redonda chegou a ter três jogadores caídos em campo, ou seja, o Fluminense passou de ter um a menos para ficar momentaneamente com dois a mais, e mesmo assim não conseguiu aproveitar. Hudson parou no goleiro, e Michel Araújo demorou demais para finalizar no rebote e acabou desarmado.

Ainda dentro da parte técnica, o frango de Muriel no primeiro chute a gol do Volta Redonda comprometeu o resultado tanto quanto a expulsão de Egídio – o goleiro, aliás, vive um 2020 muito abaixo tecnicamente do que mostrou ser capaz em 2019. E a equipe, que já vinha se mostrando dependente dos lampejos de Nenê antes da pandemia, ficou longe de achar o mesmo com Ganso.

Fonte: G1/Esportes –  Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC 

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