Egito substitui Camarões como sede da Copa Africana de Nações

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou nesta terça-feira, 8, o Egito como sede da Copa Africana de Nações deste ano. O país receberá o principal torneio do continente em substituição a Camarões, que perdeu o posto por problemas de organização e por causa da violência no país.

O Egito oficializou sua candidatura há menos de um mês, no último dia 13, após Marrocos anunciar que não tinha interesse de receber o torneio. O país e a África do Sul foram os únicos que oficializaram o desejo de sediar a Copa Africana, e a CAF optou  pela proposta egípcia.

A definição pela candidatura do país aconteceu em reunião durante reunião do comitê executivo da CAF em Dakar, no Senegal. Esta será a quinta vez que o Egito – cuja seleção é a maior campeã, com sete taças – receberá o torneio, depois das edições de 1959, 1974 (a única que não venceu como anfitriã), 1986 e 2006.

A CAF decidiu dar a Camarões o direito de sediar a Copa em 2021. Depois, será a vez da Costa do Marfim, em 2023, e de Guiné, em 2025. A seleção dos Camarões é a atual campeã do torneio. Em 2017, no Gabão, venceu por 2 a 1 justamente o Egito na final.

Esta é a quarta vez consecutiva que a Copa Africana mudou de sede antes do início. Em 2013, a Líbia cedeu o direito para a África do Sul, por motivos de segurança. Dois anos depois, um surto de ebola provocou a transferência do Marrocos para Guiné Equatorial. Em 2017, a competição aconteceria em território sul-africano, mas, devido a alteração de quatro anos antes, o Gabão acabou herdando o direito.

A edição deste ano da Copa Africana de Nações acontecerá entre junho e julho, o que dará ao Egito apenas cinco meses de preparação. Esta será a primeira edição do torneio com 24 seleções – até então, apenas 16 times disputavam o título.

A escolha pelos egípcios aconteceu de forma emergencial, depois que a CAF considerou que Camarões não teria condições de sediar a competição. O país teve o direito de receber o torneio retirado graças a atrasos nas obras e uma disputa violenta entre forças do governo e organizações separatistas.

(com Estadão Conteúdo e EFE)