Conheça o som da banda de Hardcore Punk Banheiro de Rodoviária

A banda de Hardcore Punk Banheiro de Rodoviária (BDR), tem se destacado no cenário independente local. Com um som visceral e mensagens curtas e grossas, que confrontam abertamente o sistema capitalista e tocam na ferida de qualquer “cidadão de bem”, a banda tem uma característica muito importante: é  anti-fascista.

Banheiro de Rodoviária (Foto: Ana Raquel Benício)

O grupo já tem um CD lançado, intitulado Mundo Destruído, e se prepara para lançar um videoclipe. Gustavo (guitarra), Alex (baixo), Danillo (voz) e Matheus (bateria) trocaram uma ideia com o Entrecultura. Confere!

Entrecultura: Como e quando surgiu a banda? Quem integra o grupo?

Banheiro de Rodoviária: Surgiu em 2015. Na época era só o nosso guitarrista Gustavo tocando guitarra, cantando e a bateria gravada em um tablet. Depois, entrou o Danillo no vocal e o nosso ex baterista, o Micróbio.

Entrecultura: Porque Banheiro de Rodoviária?

B.D.R: É mais uma brincadeira mesmo, por conta dos banheiros de rodoviária serem bem sujos igual o nosso som. Mas, a gente também fala que é porque BDR é um anagrama de RBD, somos muito fãs dos Rebeldes.

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Entrecultura: Sobre música autoral, quem compõe músicas na banda?

B.D.R: Geralmente um de nós faz a letra primeiro e depois, juntos, a gente desenvolve a parte instrumental. Nem é muito complicado, a gente só junta acordes aleatórios e manda a porrada (risos).

Entrecultura: Que mensagem suas letras querem passar?

B.D.R: Nós temos algumas letras que falam de zoeira e tal , mas, o foco mesmo é falar sobre as nossas vivências , sobre a rua , a vida de rotina massante  nas cidades, sobre o que a gente odeia  também: racismo, homofobia , autoritarismo , políticos, etc. Somos uma banda 100% anti-fascista.

Entrecultura: Vocês já participaram da organização de eventos alternativos em Teresina. Como foram essas experiências?

B.D.R: Sim, vez ou outra nos juntamos com outras bandas do cenário underground para fazer esses shows, porque é “nós por nós”, se paramos de nos movimentar, tudo para. A galera da cena está sempre fazendo show pela cidade, e a experiência é bacana, galera muito massa  sempre na correria, a galera não para nunca .

Entrecultura: E sobre o trabalho de estúdio, podem falar um pouco?

B.D.R: Gravamos o CD Mundo Destruído no começo do ano , gravamos no estúdio do Caverna Produções. O CD está disponível para escutar no Youtube, com as nossas melhores “cantigas de ninar”.

Entrecultura: Vocês também estão lançando um videoclipe. Como foi o processo de produção?

B.D.R: Ele ainda vai ser lançado, mas já está perto de a gente lançar. Vão ser duas músicas em um clipe, serão as músicas Mundo Destruído e Que Vergonha. Tivemos a sorte de conhecer uma galera muito foda que gravou para a gente , a Ana Raquel Benício e  o Germano Portela, que fizeram um trabalho muito foda. Eles gravaram também um clipe de estúdio da música Patinho Amarelo, que também está no Youtube.

Entrecultura: Em quais lugares da cidade podemos encontrar vocês?

B.D.R: Pelas praças, dentro dos bueiros e nos lugares mais obscuros, sempre causando o caos ou falando “podreiras” e tomando um goró.

Entrecultura: Por fim, deixem um recado para as pessoas que acessam o Entrecultura.

B.D.R: Queríamos pedir para valorizarem mais esse movimento dos show que a galera da cena underground produz, para aparecerem nos shows, comprar material das bandas, enfim, dar apoio à cena de bandas autorais da nossa cidade, dar mais valor para o que temos aqui e não somente para as bandas famosas que vêm de outros estados.

Ouça o CD Mundo Destruído completo: