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Correntes, baixa autonomia e problemas com sonares dificultam resgate de submarino, diz comandante da Marinha do Brasil

Há algumas facilidades: existe um ponto de referência para as buscas, que é o local onde estão os destroços do Titanic e onde o submersível afundou, e a embarcação é relativamente leve. Submarino que leva turistas para ver o Titanic
Divulgação/OceanGate Expeditions
As operações de resgates de submersíveis estão entre as mais complexas de uma marinha, afirma o capitão de Mar e Guerra Luiz Eduardo Cetrim Maciel, da Marinha brasileira, e a busca pelo submarino turístico que desapareceu no dia 18 em uma expedição aos escombros do Titanic é especialmente difícil.
O capitão Cotrim citou os seguintes fatores que atrapalham as buscas:
Como a embarcação é pequena, a autonomia de ar é menor.
Como a embarcação é em águas muito profundas, a ação das correntes pode ser mais intensa.
Os sonares de geolocalização não funcionam bem em águas tão profundas.
Por outro lado, há fatores que ajudam, segundo o capitão.
Há um ponto de referência para as buscas, que é o local onde estão os destroços do Titanic e foi o ponto onde o submersível afundou.
Como o submersível é relativamente leve, pesa 10 toneladas, é mais fácil içá-lo para a superfície do que outras embarcações, como submarinos militares, que podem pesar mais de mil toneladas.
Veja como funciona o submarino que levava turistas para ver destroços do Titanic
Falta de comunicação
A falha de comunicação de um submarino ou um submersível já significa que houve algum acidente com a embarcação, diz o capitão.
“A falta de comunicação de um submersível que vai a uma profundidade de cerca de 3.800 metros já é a informação de que aconteceu algo de errado”, afirma.
Ele diz que enquanto houver oxigênio há esperança de ocorrer um resgate. “A questão é o controle da atmosfera, ou seja, quanto tempo dura o oxigênio e quanto tempo leva para o gás carbônico aumentar –à medida que o gás carbônico aumenta, diminui a capacidade dos tripulantes de tomar ação dentro do submarino, e isso é muito importante e relevante”, afirma o capitão.
O resgate
A localização da embarcação é a primeira parte da operação. Depois de encontrar o submarino turístico, será preciso resgatá-lo. Será preciso trazer uma outra embarcação que tenha capacidade para fazer isso.
A facilidade, afirma o capitão, é que essa ação deve ser mais rápida porque o Titan é relativamente leva –são cerca de 10 toneladas; o submarino Tupi, da Marinha do Brasil, tem cerca de 1.400 toneladas.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/06/20/correntes-baixa-autonomia-e-problemas-com-sonares-dificultam-resgate-de-submarino-diz-comandante-da-marinha-do-brasil.ghtml