Bolsa cai 0,8% com ressaca após pesquisas; dólar sobe

Depois de dois dias de expressivas altas, os investidores estão menos agressivos no pregão desta quinta-feira, 4, na bolsa de valores de São Paulo, a B3. Ao meio-dia, o Ibovespa, principal indicador da bolsa, apontava queda de 0,8%, aos 82.553 pontos. O real também se desvalorizava, com alta do dólar de 0,77%, cotado a 3,917 reais.

O motivo que impulsionou a alta de 5,9% da bolsa entre terça, 2, e quarta-feira, 3, perdeu força. Novas pesquisas eleitorais não trouxeram grandes mudanças no cenário eleitoral e apenas consolidaram a posição dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL), em primeiro, e Fernando Haddad (PT), em segundo, na corrida do primeiro turno.

Assim, os investidores aproveitaram que sinais do mercado externo também não são os mais animadores para resgatarem os lucros das operações dos dias anteriores – o banco central americano, o Federal Reserve, indicou que deve continuar a subir a taxa básica de juros nos Estados Unidos, em 2019. Por isso, esse movimento de venda de ativos após altas expressivas, conhecido como realização, pauta as operações na bolsa.

“As últimas pesquisas reiteraram apenas o que foi visto no começo da semana. Acho que a bolsa bateu no limite com a ascensão do Bolsonaro. Não dá para ficar apostando tanto assim na alta com a eleição tão perto”, diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Contudo, Sabrina Cassiano, analista da Coin Valores, alerta para a continuidade da volatilidade. “A tendência da bolsa brasileira ainda está pautada pelas eleições e, daqui até o final do mês, será um dos principais pontos que vai movimentar o mercado.” Em sua visão, mudanças no cenário político pode causar turbulências no mercado.

Entre as ações mais negociadas no dia, apresentam queda a Petrobras, de 0,67%, cotada a 23,62 reais, a Vale, de 0,23%, a 59,81 reais, e o banco Itaú, de 0,93%, a 46,88 reais. Banco do Brasil tem alta, de 0,2%, precificado a 34,35 reais.