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Psicóloga aponta que o ato voluntário traz benefícios à saúde mental

Foto: Divulgação

A ONU instituiu o dia 5 de dezembro como a data em que se comemora o Dia Internacional do Voluntariado

O trabalho voluntário se caracteriza como uma ação que visa garantir bem-estar para todas as pessoas envolvidas a partir do exercício da empatia, bons atos e respeito. Os benefícios dessa atividade são tantos que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1985, o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntariado, fazendo um verdadeiro convite à prática do amor e solidariedade. Quando pensamos nas questões que envolvem a saúde mental, especialistas na área apontam que o ato gera retornos positivos e favoráveis para crianças, adultos e pessoas na terceira idade. Contudo, alertam que é preciso sempre haver o acompanhamento profissional, seja de um psicólogo ou psiquiatra para, efetivamente, lidar com as questões emocionais.

De acordo com a psicóloga e professora do curso de Psicologia do Unifacid Wyden, Kalina Galvão, o ato voluntário é uma ação de deslocamento de si para o outro. Ele auxilia na saúde mental ajudando o sujeito a identificar o sentimento de propósito e significado na vida. “Pode auxiliar também na redução do estresse e nível de ansiedade, dependendo do local, por proporcionar uma sensação de realização e dever cumprido. Esses dois fatores são auxiliados pela conexão social que o voluntariado muitas vezes envolve, com interações sociais positivas, o que pode fortalecer os laços sociais e combater a solidão”, comenta.

Para as pessoas que enfrentam situações que envolvem questões mentais que geram grande angústia e sofrimento, a especialista alerta que o ato voluntário não pode ser encarado como tratamento único, já que o mesmo precisa ser utilizado como complemento auxiliar em apoio ao tratamento correto, que pode ser por meio de um profissional da área da psicologia e/ou psiquiatria. Kalina acrescenta, nesse sentido, que “para pessoas enfrentando depressão ou isolamento social, o voluntariado pode ser recomendado como parte de uma abordagem terapêutica”, mas não deve ser entendido exclusivamente como um tratamento.

Quem pode realizar atos voluntários?

A psicóloga Kalina explica que não há restrições para o ato voluntário em termos de faixa etária. Contudo, ela ressalta que é preciso haver adequações para cada idade diante das atividades que pretendem ser desenvolvidas. “Por exemplo, crianças podem participar de atividades voluntárias supervisionadas, como trabalhos comunitários em escolas ou projetos de caridade específicos para crianças; jovens podem se envolver em iniciativas sociais, atividades de voluntariado escolar ou programas de mentoria”, sugere.

Cabe mencionar que, para quem pratica o ato voluntário, os benefícios são sentidos no dia a dia. Isso porque existe a chance de se ter o sentimento de satisfação pessoal diante da sensação de fazer algo que auxiliará ou transformará a vida de outras pessoas. Pode, ainda, levar a “um maior desenvolvimento de habilidades pessoais e/ou profissionais. Há também o aumento da autoestima, com a sensação de autoconfiança e melhora do humor”, finaliza Kalina.