5 filmes que nunca perdem o charme para animar seu feriado


A Princesa Prometida

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Hoje Robin Wright é mais conhecida como aquela pedra de gelo de House of Cards – mas, até ela interpretar a cavilosa Claire Underwood na série da Netflix, este aqui era o grande papel de sua carreira: o da princesa Copo-de-Leite, muito formosa, muito dona do próprio nariz e bastante mal-educada com o rapaz que trabalha na sua fazenda (Cary Elwes). Até que um dia… surpresa! Copo-de-Leite se descobre perdidamente apaixonada por ele e sonha em ser feliz para sempre. Mas muitas desventuras vão se colocar entre os dois, começando pelo fato de que, ahem, o rapaz é assassinado (não se preocupe, o roteiro dá um jeito nisso) – e Copo-de-Leite é sequestrada, e entram na história o espadachim Inigo Montoya (Mandy Patinkin, arrasando) e também um príncipe malvado, um gigante mais malvado ainda, bruxos e uma grande quantidade de criaturas improváveis. Aposto e jogo que, se você assistir, vai virar um dos filmes da sua vida: em um momento inspiradíssimo da sua carreira, o diretor Rob Reiner (de Conta Comigo e Harry e Sally) consegue fazer a omelete sem quebrar os ovos. Ou seja, funciona maravilhosamente como fantasia, e é inimitável como sátira.

O Dia do Chacal

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Dá para contar nos dedos de uma mão os thrillers políticos que resistiram intactos ao teste do tempo. Entre eles está este clássico enxuto, elegante e ultra-excitante que o cineasta Fred Zinnemann adaptou do best-seller de Frederick Forsyth, sobre os preparativos de um matador profissional para assassinar o presidente francês Charles De Gaulle, em 1963. Na época em que James Bond era o grande modelo de charme e calculismo, o diretor inovou: aplicou essas mesmas qualidades a um anti-007, que mente, mata e seduz (mulheres e homens) apenas por dinheiro. O ator inglês Edward Fox, discretíssimo, está perfeito no papel-título. Destaque também para Michael Lonsdale, como o detetive que trava uma batalha de intelectos com o criminoso. Esqueça o péssimo O Chacal estrelado por Bruce Willis e confira esse trabalho de mestre.

Ritmo Quente

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É meio brega? É. Mas é também uma delícia? Não há dúvida. Jennifer Grey, que foi também a irmão emburrada de Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado, acerta a mão no papel de Babe, a adolescente mal-humorada (ou seja, adolescente e pronto) que está detestando a temporada no resort de verão em companhia dos pais – mas só até conhecer o instrutor de dança interpretado por Patrick Swayze, que tem moral e quadris muito flexíveis, derrama charme por onde passa e se incumbe de transformar Babe de patinho feio em cisne do rebolado de salão. Mais: lá no fundo, ele é um bom rapaz. Um desses filmes dos anos 80 feitos sem nenhuma pretensão mas que, de alguma maneira, cativam o público para sempre.

Rebeldia Indomável

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Paul Newman, sensacional, estrela este manifesto anticonformista de primeira linha, que nunca perde o humor e não faz vergonha a nenhum de seus “primos” mais famosos dos anos 60, como Uma Rajada de Balas. O imperturbável Luke (Newman) é preso por uma bobagem — decapitar parquímetros durante uma bebedeira — e ganha uma pena curta. Mas as regras estúpidas dos carcereiros provocam nele uma comichão irreprimível, a de fugir a toda hora. Luke, porém, é sempre recapturado. Seu consolo é que a admiração de seus companheiros só faz aumentar. A cena em que Luke come cinqüenta ovos cozidos por conta de uma aposta é clássica. As atuações de George Kennedy, como o preso grandalhão, e do veterano Strother Martin, que faz o capitão do presídio, são também uma beleza.

O Campeão

Onde: NOW

Não há cineasta que não saiba que crianças desfavorecidas pela sorte derretem praticamente qualquer coração — especialmente se elas forem fotogênicas como Ricky Schroder, que tinha 8 anos à época em que o italiano Franco Zeffirelli dirigiu esse melodrama. Schroder, além de ser encantador, sofre à beça no papel do filho de um ex-campeão de boxe (Jon Voight), que, depois de levar mais socos do que deveria, largou a carreira e vive modestamente como cavalariço. Voight foi abandonado pela mulher (Faye Dunaway) e é o mais bem-intencionado dos pais. Mas é também um dependente incorrigível dos dados e da garrafa, razão pela qual os papeis domésticos se inverteram: embora o filho o idolatre, é ele quem cuida de pôr o pai na cama à noite e o encoraja em meio às adversidades. Zeffirelli usa e abusa de todos os truques baixos que o sentimentalismo permite. Graças a ele – e a Schroder –, a choradeira é garantida.

Fonte: veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/5-filmes-feriado